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sábado, 11 de dezembro de 2010

O Par Perfeito

sábado, 11 de dezembro de 2010
Que idéia falsa temos sobre a “pessoa ideal”, nossa tal alma-gêmea, aquela pessoa que vai nos completar e preencher totalmente o vazio que sentimos por dentro, essa ilusão pode ser comparada a história da bela adormecida e da cinderela.
Às vezes, buscando a tal perfeição, perdemos pessoas que poderiam nos completar e nos fazer realmente felizes, sei por mim, reparo nos mínimos detalhes, vejo todas as qualidades e defeitos das pessoas, analiso e observo tudo, não acredito muito nesses lances de signos e zodíacos, mas lendo á respeito vejo que esses adjetivos tem muito a ver com os virginianos, vai saber, vai ver meu signo é um problema.
Depois de um tempo da pra notar que ninguém vai ser perfeito, que ninguém vai ser igual a ti, ou te dar tudo que tu precisa, mas que as pessoas podem suprir tuas necessidades de outras formas, com seu próprio jeito e carisma, não existe um par perfeito, tudo é adaptação, uma pessoa tem que aprender a conviver com os defeitos da outra, saber admitir o erro e elogiar a verdade, deixar de lado as diferenças e valorizar os momentos bonitos, ser feliz, acima de tudo e de todos.
Pena que às vezes percebemos essas coisas tarde demais,vemos que algumas pessoas passam por nossas vidas, deixam riscos no livro da nossa própria história, e por mais que esses riscos se apaguem, toda vez que as páginas deste livro forem folhadas, os vestígios destes riscos serão vistos, a olho nu e assim lembraremos que eles já estiveram ali e indiretamente ainda fazem parte de nossa história.
Então não se iluda com essa história de que vai encontrar alguém perfeito pra ti, perfeito é aquela pessoa que consegue te fazer sorrir, que consegue o teu afeto, que te trás momentos e recordações boas, que te faz chorar de emoção, que te da mais do que você merece e que aprende a te amar do jeito que você é, esse sim é o par perfeito, na nossa história, tudo que precisamos é aprender a nos adaptar a cada nova página, porque o futuro é uma página em branco e cabe a nós escrevermos a história perfeita.

Juliano Furlanetto

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Eles e elas

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Tudo não passava de um dia comum, apenas mais um encontro casual, nada demais, ele nem botou sua melhor roupa, foi normal, impressionar não era o intuito. Ela estava lá do jeito que ele imaginou; “pensando bem, deveria ter me vestido melhor” pensou ele, mas foi tudo bem, não passou de mais um encontro casual.
Ele reparou em todos os detalhes, sempre fora detalhista, boca, olhos, expressões, pequenos gestos, que lhe encantavam os olhos e deixariam sua mente ocupada durante dias, ela olhava para os cantos sem muito interesse, pareceu não se importar muito com a roupa e nem com ele.
Ele escrevia poesias, ela fazia poesia com seus gestos, ele gostava do amor, ela não queria amar ninguém, e o acaso ocasionou que os dois se encontrassem, tão parecidos, porém tão diferentes, tão juntos e tão separados. Ele tentou algumas adaptações, não pareceu ser o bastante, ele pensava nela, ela talvez não, apenas aquela banal história de amor não correspondido, sempre igual.
Na verdade não existia amor, apenas um fascínio precoce, algo que futuramente poderia ser bonito, ele tentava demonstrar o interesse, ela não cedia, ele tentava ser paciente, mas o tempo realmente não era seu amigo. Acontece que o tempo passava e a vontade também, ele lia livros, ela estudava, ele buscava abrigo nos sonhos, ela na realidade, ele era ranzinza, ela era feliz, ele buscou nela aquela felicidade, que ela não pode dividir.
Os dias e as noites se arrastaram, o contato foi ficando menor, menos interessante, ele falava de livros, ela achava chato, ele fazia brincadeiras, ela não ria, ele tentava com suas últimas frases uma conquista lenta, até perceber, que ela realmente não queria. A aceitação foi lenta, mas de lento já bastava à vida, a monotonia, e os sonhos que não pareciam sair de sua cabeça. Ele andava cabisbaixo, ela andava com seu salto alto, ele tocava violão, ela tocava corações, ele brincava de amar, ela brincava com o amor.
As histórias de “eles e elas” são muitas, muito parecidas, alguns buscam amor, outros buscam casos, alguns querem companhia, outros querem companheiros, o que ninguém quer é viver só, pois sozinho ninguém vive, mas sim vai morrendo aos poucos.


Juliano Furlanetto

domingo, 5 de dezembro de 2010

Novela

domingo, 5 de dezembro de 2010
Mais um fim de ano chegando, a busca pela evolução é imensa, mas a verdadeira evolução de cada um de nós está em baixa, nosso papel é enganar, é fingir, somos todos atores de uma novela chamada vida, somos protagonistas de nossa própria história, autores de nosso próprio futuro.
Não consigo entender, as vezes até tento dar uma enganada para agradar alguém, fujo do meu mundo, saio do meu eu pra tentar agradar "algum você", mas você realmente quer que eu te agrade? Não sei, se sou querido sou grude, se sou quieto sou grosso, se sou carinhoso sou muito chato, se não faço carinho sou estúpido, se brinco demais sou besta, se não brinco sou ranzinza, é complicado, desse jeito meus personagens terminam e a história de querer te agradar chega a um fim.
Será que algum dia alguém estará satisfeito apenas comigo? Desse jeito, assim mesmo como sou, um perfeito pensador mas um imperfeito humano, um perfeito racional e um imperfeito sonhador. A vida eu sei que não é feita de sonhos, mas se não sonharmos o que nos restará? a realidade e o caos, a falta de amor e a perdição carnal? Realmente é disso que tu quer viver? eu não, muito obrigado, fico no meu mundo e no meu sonho.
Ando pensando bastante em porque tentar agradar, se ser apenas eu não basta, então realmente o que tenho pra te dar não deve ser o bastante, afinal os meus erros são os atalhos do teu caminho, teu caminho pra longe de mim e minhas virtudes, essas parecem não fazer muita diferença pro teu mundo, afinal teu mundo é aqui e o meu talvez seja um pouco distante, pode estar na minha cabeça, mas algum dia conseguirei dividir com alguém toda essa minha novela aí então saberei que está na hora de realmente viver e ser feliz.

Juliano Furlanetto

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Câncer

quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Boa tarde, afinal hoje o sol ainda brilha, estava pensando hoje, os humanos são algo estranho, os animais são simples, eles seguem o instinto e tudo da certo, o humano não, ao menos eu não, todas as vezes que agi por impulso algo deu errado, talvez seja minha cabeça me pregando peças, mas normalmente as situações não são as mais interessantes.
O ser humano é o ser que tem o maior cérebro, mas o que menos faz uso dessa inteligência, olhando em volta consigo ver o quão burro somos, a sociedade só anda pra traz, cada vez regride um pouco. Essa semana no jornal vi não sei quantas noticias sobre bandidos incendiando ônibus e carros no Rio de Janeiro se não me engano. Sou a favor da pena de morte, parece uma opinião radical, mas pense bem, a vida na cadeia é melhor do que fora dela para muitos desses marginais, e querendo ou não somos, eu e você que pagamos os impostos para sustentar esse bando de vagabundos que quando saem da cadeia fazem a mesma coisa de antes.
Muitos que estão na cadeia dizem, quando sair vou cometer o crime novamente, isso não é argumento suficiente pra mandar matar, ou criar novamente o "Grupo de Extermínio", pelo menos algum medo os bandidos teriam. Para muitos deles o maior medo é sair da cadeia, afinal lá eles tem comida e cama, e se a cela estiver muito apertada eles fazem uma rebelião e algum humanista idiota sempre apoiará os princípios humanos de que aquilo não é lugar para pessoa alguma viver, então repito: MANDA MATAR!
Os marginais não tem mais medo de nada, matar quem mata, mostrar que a pessoa esta errada cometendo o mesmo erro pode não parecer certo do ponto de vista ético, mas na situação em que as coisas se encontram, me parece muito mais que certo.
Sejamos radicais como antigamente na Babilônia com a lei de talião, "olho por olho dente por dente", pelo menos funcionava, roubou? corta a mão, queimou? bota fogo. É um pouco radical, mas as coisas chegaram a esse ponto.
Consigo traduzir a criminalidade em uma metáfora simples, o corpo humano é o mundo a criminalidade é um câncer terminal, que está tomando conta, o câncer, se não tratado logo, não tem cura, e pelo que parece nosso câncer não foi tratado, então tire suas conclusões e pense onde seus filhos viverão, porque aqui será difícil.

Mas tudo bem agora com a Dilma a coisa vai melhorar (isso foi ironia caso alguém não tenha entendido).


Juliano Furlanetto

domingo, 31 de outubro de 2010

É amigo....

domingo, 31 de outubro de 2010
Hoje fui correr, coisa que faço frequentemente, é bom pra refletir, pra dar uma molesa e pra manter a forma obviamente. Isso não vem ao caso, no fim da corrida, estavamos conversando sobre desilusões e encontrei a frase do dia, essa realmente vai ficar marcada.

- Cara, as mulheres tão muito materialistas, tão ficando com o cara só pelo que o cara tem.
- Que é isso, essas ja morreram, agora só sobraram as que querem amor.

HAHAHHAHAHA


MATOU A PAU!


Juliano Furlanetto

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Circo...

terça-feira, 26 de outubro de 2010
Boa tarde a todos, chegou um circo na cidade, eu particularmente adoro circos, malabaristas, trapezistas, palhaços, entre outras atrações. Minha infância volta, lembro de quando era pequeno e ia para o circo com meus pais, tudo era lindo, tudo era fácil, a vida era como um "algodão doce". Seria bom voltar no tempo algumas vezes, poder resgatar aquela simplicidade de criança, aquela felicidade a qualquer movimento, aquele sorriso a cada frase do palhaço, aquele brilho no olhar a cada salto do trapezista, isso era felicidade.

Falando em forma de metáfora, se pensarmos nossa vida, nossa cidade, nosso país também é um circo. Palhaços são comuns, afinal 90% da população (estou generalizando ok?) age como se fossem robôs, acham tudo certo e tudo normal, mesmo vendo que tudo esta errado, que tudo esta uma PALHAÇADA, ao invés de protestar votam no Tiririca? esses nunca ouviram a frase que o feitiço vira contra o feiticeiro. A política está um circo e nós da sociedade somos os palhaços manipulados por nossos próprios protestos.

Pode ser que eu esteja errado, porém, a coisa é mais feia do que me parece ser, e friamente pensando, como podemos viver em paz se nossos "comandantes" vivem em guerra?

Juliano Furlanetto

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Tempos

quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Gosto de falar do tempo, porque o tempo, é um dos fenômenos que não podemos mudar, algo sobre o qual não temos controle algum, que nos da e nos tira muito.
O tempo nos da chances de tentar e mais adiante tentar novamente, nos da chances de errar e continuar sendo estúpido e repetindo o mesmo erro.
O tempo nos tira amigos, nos da fases boas e ruins, marca nosso corpo com sua ira e a nossa alma com a espera.
Um dia após o outro, é assim que ele se movimenta, é assim que nossas vidas se movimentam, e é assim que o tempo passa, a nossa rota é tão incerta que nem se tivéssemos todo o tempo possível, não encontraríamos o nosso destino.
A minha insistência não é maior do que o tempo que levo pra admitir que estou sendo tolo, e a minha estupidez não é menor do que o tempo que demoro pra descobrir o quanto tolo estou sendo.
O tempo algum dia vai me tirar tudo, mas meus pensamentos em algum lugar ficarão, espero que sejam de boa utilidade, afinal do que basta pensar e tentar mudar as coisas se o tempo vai apagar as marcas que quero deixar aqui?

O tempo vai e nós também vamos, mas pra consolar a todos, o tempo arruma tudo, ou pelo menos deveria.


Voltarei a ir nas jantas, assim talvez terei conversas interessantes e meus posts melhorem. PROMETO!



Juliano Furlanetto