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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Conversa de bar....

segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Boa tarde, hoje é segunda, mas o dia mais deprimente da semana continua sendo o domingo, domingo é um dia pra filosofar, pensar na vida, ficar sem fazer nada, na verdade esse nada faz com que pensemos em tudo, trazendo à tona alguns problemas que sabemos não existir solução.
Ontem estávamos falando de amor em um bar, conversas de bar são as melhores, com um grupo de amigos, que conversando e dando risada falam de assuntos verdadeiros, como o amor e como se mostra o amor na atualidade.
Sexo e amor são coisas diferentes, muito diferentes, afinal amor é amor e sexo é sexo (grande explicação essa), todas as pessoas amam, alguns mais, outros menos, mas amor é amor, é algo que te tira todas as respostas e teorias, pois o amor não tem teoria, apenas é e pronto.
Dentre as conversas eu falei sobre o que eu penso, sexo é bom, ok, beijo é bom, ok, mas e um abraço? porque ninguém fala de abraços,existe forma mais carinhosa de demonstrar carinho do que um abraço? O amor, em sua forma mais pura, acaba no abraço. Um abraço te faz chorar quando é preciso, te faz sorrir, te faz sentir completo, te faz ver que existe alguém te segurando, alguém que não vai te deixar cair, não vai te deixar sozinho, enfim, o abraço é a forma mais pura de amor.
Existe coisa mais bonita que acordar pela amanhã e estar no conforto dos braços de quem você ama? Pode ser que eu esteja errado, mas afinal, são só teorias, o amor não tem explicação.


Juliano Furlanetto

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Seres leais

sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Hoje, sem metáforas, sem invenções, apenas uma história, na qual, além de real, fui o protagonista, nada de muito especial, apenas um relato.
Semana passada, estava voltando da casa de alguns amigos, chegando perto de casa vejo na rua dois gatos, um atropelado e o outro simplesmente parado olhando para o amigo. Parei o carro, tinha que ver melhor, realmente o gato estava lá tentando de certa forma confortar o outro no momento de dor, o gato atropelado ergueu levemente a cabeça, me olhou e novamente repousou a cabeça no chão frio.
Me cortou o coração, mas já se passava da uma hora da manha, não havia muito o que fazer, acabei voltando para casa. Deitei na cama e o vento começou a soprar forte, realmente forte, as janelas batiam muito e eu não conseguia tirar da cabeça a idéia do gato levantando a cabeça e me olhando.
A 1:30 da manha levantei, peguei o telefone do veterinário, entrei no carro e voltei para onde estavam os gatos, chegando lá a surpresa, eles não estavam mais lá, isso me tranqüilizou, mas o que mais me intrigou é como os animais são leais aos seus, se os humanos fossem assim também tudo seria melhor.
E tem gente que maltrata os animais, sem nem ao menos analisar o ponto de que de certa forma, eles são mais leais e menos "desumanos" que nós. Foi triste, mas foi bom ver que a lealdade ainda existe no mundo, não do modo que imaginamos, mas existe e isso já basta.

Animais somos nós.

Juliano Furlanetto

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Depois de um tempo

terça-feira, 14 de setembro de 2010
Depois de um tempo

Depois de um tempo você percebe que apostar todas tuas fichas num mesmo lugar não vale de nada
Você percebe que a certeza da vitória se perde junto com incerteza de um sonho,
Nota que teus planos podem desmoronar da noite para o dia.
Depois de um tempo, você percebe que o amor aguenta, mas não pra sempre
E que a história de opostos se atraírem não passa de uma lenda
Vê que saudades não basta para que o tempo volte, e que lágrimas não curam feridas.
Depois de um tempo, você percebe que assim como qualquer outro animal,
Você tem que se adaptar a todas as fases de sua vida, e nem sempre tudo é como você quer.
Depois de um tempo você percebe que para ter algum progresso futuro, você precisa do regresso,
Que as vezes é preciso perder para ganhar, ou não.
E o mais importante, é que esse tipo de texto dando lição de moral e auto ajuda, não ajuda em porcaria nenhuma,
Só tenta consolar e mostrar para as pessoas que existe mais gente ferrada nesse mundo.

Juliano Furlanetto

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Seu lugar

quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Estava conversando com um amigo, e, temos em comum uma idéia, que transmitirei em forma de uma metáfora, mas que transmite a mais pura verdade e a realidade que melhor se encaixa em minha vida no momento.
Você tem um quarto na sua casa, onde você cresceu, aprendeu muita coisa, tirou todos os teus princípios, ali, é o seu canto, o seu lugar. Então você decide sair de casa, mudar toda tua rotina, juntar teu caminho com o de outra pessoa, tentar ser feliz.
A primeira coisa que você faz é trancar o seu quarto, não vai mais viver nele, mas é seu, ninguém tem o direito de mexer e tirar suas coisas de lá. E quando nada da certo e um tempo depois seus planos acabam, seus sonhos viram lembranças e tudo parece ir para o ar, pra que lado correr?
Demora mas a gente percebe que chegou a hora de juntar os trapos e voltar para o seu "quarto" pois aquele lugar é só seu, em todo o mundo você terá seu cantinho, pra gritar, chorar, sofrer e ficar até se conformar, conseguir olhar pra cima novamente e recomeçar.
O mundo não sente pena de você, ele continua girando e um dia, você pega o embalo e começa a girar novamente junto com ele.
A arma dos apaixonados é o amor e a dos desesperados é a esperança.


Juliano Furlanetto

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Quedas....

terça-feira, 7 de setembro de 2010
Esta tudo muito escuro hoje, estranho que lá fora esta claro, é só aqui dentro, no meu peito, na minha mente, a escuridão tomou conta, foi um apagão geral, uma queda de sistema, uma confusão mental e sentimental.
É estranho como nosso mundo desmorona e como somos dependentes de outras pessoas, afinal, nós nascemos e morremos sozinhos, por isso acredito que não queremos viver sozinhos, e esse sentimento nos torna tão dependentes de algumas coisas, que nossa vida passa do céu para o inferno em apenas alguns minutos.
Somos todos filhos de Deus e temos o direito a sofrer, temos que "curtir nosso luto", mas não da pra seguir com a "auto-piedade" por muito tempo. O sonho acaba, os planos acabam, e o pior de tudo é que o mundo não para, as pessoas lá fora seguem suas rotas sem pensar em ti e no que te abala.
Pra ser feliz, dependemos apenas de nós mesmos, apesar de ser difícil de ver isso agora, a vida nos derruba e só nós podemos nos levantar e erguer novamente o nosso mundo, os nossos critérios, e as nossas prioridades.
Eu digo que tirar um dente dói, torcer o pé dói, mas um coração partido, não existe dor física que se assemelhe a isso, o amor é algo que nos tira o fôlego, que nos tira a cabeça e quando acaba, nos tira pedaços, nos deixa sem reação.
E a burrice de todo apaixonado é acreditar que ainda não acabou, que no fundo ainda existe amor e que tudo vai se resolver, o difícil disso tudo é que as vezes acreditar não basta e querer não é o bastante. Pode ser que a frase que diz que a esperança é a ultima que morre tenha saído disso, do amor, a esperança não morre mesmo, mas quem está com ela sim vai morrendo lentamente por dentro e essa dor acaba com qualquer pessoa, por mais forte que for, quanto mais forte mais difícil de cair, mas quando cai o tombo é grande meu amigo e isso é experiência própria.
Mas tudo na vida é aprendizado, em qualquer coisa que entrarmos, aprenderemos algo e sairemos melhores, para no futuro não cometermos os mesmos erros do passado.


Juliano Furlanetto

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Dificuldade

terça-feira, 17 de agosto de 2010
Estou com uma grande dificuldade de escrever, até tive algumas idéias, mas nada de realmente interessante, portanto o blog continuará sem posts até eu ter uma idéia realmente boa que possa preencher a lacuna. Então segue aí um texto antigo que escrevi.


EVOLUCAO MILONGA

As expressões mudam, as gírias aparecem a cada ano. Ano novo gírias novas, e com elas a certeza de um português incerto. Aprender línguas é complicado, mas acredito que o português deve ser um dos idiomas mais “foda” de aprender, se surpreenderam com essa palavra? Nem dêem bola, isso e apenas uma gíria.
O português correto diminui juntamente com os “panos das minas”, alguns já devem estar perguntando o que devem ser os “panos das minas”. Calma que vou traduzir pra vocês, panos significam roupas e minas são meninas. Pois é, então voltando a meu conceito, as roupas das meninas, mulheres, moças e afins estão ficando cada vez menores, e têm algumas que eu até acharia mais correto chamar de “panos” ao invés de roupas.
Pois é, eu sou jovem também, e costumo usar algumas gírias. Não tantas, apenas o necessário, mas parece ser o bastante para embaralhar a cabeça de meus velhos, quer dizer, meus pais. Que além de não tentarem entrar no mundo das gírias se ofendem com o apelido carinhoso de velhos. Hoje em dia não nos referimos mais aos pais, como pai e mãe e sim como meus velhos. É mais fácil e menos complexo, perfeito para o português de hoje.
Outra palavra que eu só ouço de professores é: Entendeu?
A galera substitui o entendeu pelo: Tá Ligado?
Pois é, e assim segue nossa evolução. Com passos pequenos, e como em uma milonga 2 e 1, pena que são dois pra traz e um pra frente. Pra que não sabe o que e milonga, esta e uma dança tradicional gaúcha. Acho que muitos não sabiam o que era uma milonga, as gírias não permitem palavras tão complexas e muito mesmo relembrar um pouco a cultura da nossa terra.
Não que eu seja um gaúcho que anda pilchado na rua, mas costumo manter algumas tradições, o bom e velho chimarrão, gosto de algumas das danças também, mas no ritimo que o Brasil segue daqui alguns anos o único ritimo lembrado acho que vai ser o FUNK, onde a poesia esta resumida em menosprezar as mulheres que dançam, pulam e riem diante destes “elogios”. Esta é nossa evolução.
Vou acabar meu texto agora com uma gíria que acredito fechar corretamente com o que esta acontecendo com nossa tradição e nosso pais: O Brasil é foda!



Juliano Furlaneto

terça-feira, 6 de abril de 2010

Capítulo 2

terça-feira, 6 de abril de 2010
Boa noite, como não tenho muito tempo pra escrever agora, postarei o capítulo 2 do "livro", continua sem acentos e alguns erros gramáticos, devido ao teclado com o qual digitei o texto.

CAPITULO 2

Escuridão total, como uma cortina de piche que se ergue diante de nossos olhos, gritos ensurdecedores chamando desesperadamente pelo meu nome. Estou nervoso mas o nervosismo não se compara a ancia que sinto em cessar aqueles gritos que vão entrando em minha cabeça, queimando meus neurônios como se fossem madeira fresca dentro de uma lareira. Meu coração pulsa em ritmo acelerado dando impressão de querer fugir de dentro do meu peito inflamado em chamas, que se acendem a cada vez que escuto meu nome ser chamado do outro lado da parede. Estou dentro de um camarim, uma sala de proporções medias, branca como o véu de uma noiva, um espelho que parece ser usado como papel de parede, cobre totalmente a parede do lado oposto da porta. Eu estou sentado em frente ao espelho. Esperando poder acabar com os gritos da multidão aflita e mostrar meu talento a todos dispostos a ouvir. Com um estrondo a porta se abre, meu nome e chamado e o delírio do publico, naquele momento, assim como a Muralha da China poderia ser visto a olho nu da lua. Eu entro no palco com minha guitarra Fender, branca como uma nuvem em um dia ensolarado e um som perfeito, que poderia transmitir todos meus sentimentos em apenas seis cordas.Toco para um grande publico que sabe todas as notas de minha canção décor, sem nem sequer pestanejar ou gaguejar na hora de cantar.
Pessoas que cantam de olhos fechados expressando sentimentos, talvez não o mesmo que senti quando escrevi esta canção, mas com certeza sentindo alguma emoção, a de um coração partido, de um amor perdido, uma paixão passada, enfim, qualquer emoção que possa ser transmitida por minha musica, já e uma vitória para mim, pois de algum modo acredito estar ajudando alguém a pensar melhor em seus atos e em sua vida. Sempre ouço dizer que musicas não mudam o mundo, mas podem mudar a vida de algumas pessoas que poderão ajudar a outras pessoas, assim, mutuamente e por tabela a musica pode sim mudar o mundo e a sua vida. Prazer, me chamo Alan Form e isto que vocês acabaram de ler foi o sonho que tive noite passada, espero desesperadamente que este sonho algum dia se torne realidade e me tire deste lugar onde vivo a 18 anos sem conseguir nem um centavo pela minha musica. Sou louro de olhos azuis, nao muito alto, cabelo comprido ate a altura do ombro, e magricela. Para infelicidade das meninas, nao sou parecido e nem bonito como um principe encantado, e este infelizmente não é nenhum conto de fadas. Quando tinha 11 anos, herdei um violão velho e arranhado de meu avo, que faleceu, sem deixar nada para meus pais, a não ser aquele violão, que ninguém quis e que de alguma forma acabou em minha casa. Passei alguns dias observando aquele pedaço de madeira, com curvas simétricas e uma cor abatida, visivelmente machucada e descascada pelo tempo. Seis fios de nylon, alinhados perfeitamente, passavam por entre aquele que provavelmente seria o fogo de nosso próximo inverno. Depois de ficar observando-o, minha curiosidade, que em algum momento de minha vida pode ate ter sido minha maldição, não se contentou apenas com o contato visual, eu precisava de algum contato físico com aquela velha recordação deixada pelo meu avo. Não pude conter-me e peguei o velho violão levando-o para as extremidades de meu quarto. Nunca irei esquecer daquela tarde, onde o sol entrava por entre as frestas da janela de meu quarto, como se fossem listas de luz alaranjada querendo infiltrar-se entre as sombras escuras que dominavam o chão. Notei que dependendo da forma em que movia meus dedos, aquelas seis cordas poderiam soar tão bem quanto os sons que ouvia nas rádios nas tardes solitárias que passava em meu quarto. Decidi adiar aquele que seria o fim do violão e adotei-o como meu novo companheiro, percebi que com o tempo meus dedos iam ficando mais ágeis e as minhas melodias mais complexas. Notei que as tardes que ficava em meu quarto não foram em vão, acho que tinha o que chamavam de talento, de alguma forma, alem do velho violão acho que a genética me deixou aderir alguma parte dos genes de meu avo. O tempo foi passando, a técnica se aprimorando e de alguma forma comecei a amar aquele violão mais do que qualquer amigo. Na escola onde estudo, encontrei mais alguns presenteados, talvez pela genética, talvez pela boa vontade de aprender, enfim, encontrei mais dois amantes da musica, assim como eu. Charlie Forton, um garoto alto e corpulento, com aparência de brigão, cabelos louros e bem curtos, com essa aparência, acho que você deduziria o mesmo que eu, e minha dedução a respeito dele estava correta, ele não poderia ser outra coisa a não ser baterista. Outro garoto que também uniu-se a nos compartilhando do mesmo interesse, foi Nicolas Charpen. ele tinha traços delicados, e era magro como uma saracura, seus cabelos penteados para a esquerda lhe cobriam a parte de um dos olhos, ele tinha uma aparência frágil e sentimental, este era nosso baixista. Ao decorrer dos anos estes dois se tornaram meus melhores amigos e companheiros de banda, montamos uma banda, com o nome de `Stun`, que no momento não me leva a significado algum, mas soava bem aos nossos ouvidos naquela época. A garagem da casa de Charlie era nosso local de ensaio, um lugar pequeno, cheio de posters do Kiss, Nirvana e outras bandas de nossa afeição e inspiração. Com esforço conseguíamos entrar e ensaiar, eram raros os ensaios que acabavam sem alguma `violada` ou `baixada` inesperada, pois a garagem realmente era apertada para nossas pessoas e nossos instrumentos. Lembro-me de quando passamos para a oitava serie, tínhamos entre 13 e 14 anos, era uma tarde nublada, algumas nuvens se abriam dando espaço a uma rajada de sol que como um holofote iluminou diretamente aquele rosto branco cheio de sardinhas delicadas, traços fortes e ao mesmo tempo sensiveis, cabelos ruivos e lisos, corpo que poderia associar com meu violão, devido as curvas perfeitas, era ela, Perola Stone. Ela era uma aluna nova na escola e um ano mais velha que eu. Lembro-me como se fosse hoje a primeira vez que a vi, pois nesse dia compus minha primeira canção, que se chamou `O Sol Ilumina Voce`. Nunca fomos conhecidos e nem ganhamos dinheiro com a banda, que era composta por mim no violão e voz, Charlie na bateria e Nicolas no baixo e backing vocal. Na época podia se dizer que éramos bons, nada de fantástico, mas para garotos de 14 anos nos virávamos bem. Decidimos parar de tocar musicas covers e começamos a compor nossas próprias musicas. A maioria delas compostas por mim e algumas delas por Nicolas, Charlie era um excelente baterista, mas se limitava a isto e nada mais. Algumas vezes tocamos em apresentações de eventos na escola, lembro-me do dia em que Perola veio elogiar-nos apos um show, foi a primeira vez que falei com ela. Fiquei paralisado como se tivesse olhado uma medusa nos olhos, não conseguia me mover e nem falar, estava literalmente vendo uma medusa. Vendo-a em minha frente pude descobrir o que era o amor, a paixão e o motivo de todas as minhas composições. Apesar de minha petrificação temporária, eu e Perola nos tornamos amigos e em um dia de outono a levei passear em um parque no bairro onde moro. No chão a mistura entre as folhas de diferentes tons de amarelo caídas das arvores, pintavam delicadamente o verde da grama. Nos sentamos no chão, interferindo na pintura feita pela natureza e em uma fração de segundos, peguei o violão que sempre me acompanhava, como um "terceiro braço" e toquei a musica que havia composto no dia em que a vi pela primeira vez (O Sol Ilumina Você), foi este o dia em que nos beijamos pela primeira vez. Ela usava um batom rosa claro, que era neutro sobre a pele, mas que exalava um cheiro doce e suave, como o gosto de sua boca quando foi apresentada a minha. Hoje Perola e eu namoramos, ela não e apenas a inspiração para minhas musicas, mas quem me faz levantar todos os dias, quem me faz ter um motivo para sorrir, uma pessoa que me ajuda a continuar sonhando e lutando pelos meus ideais. Alem dela e de meus dois fortes amigos tenho apenas minha paixão pela musica. Os pais de Perola, são a moda antiga e nunca aceitaram seu namoro comigo, imagine, a filha deles, criada com todo amor e carinho namorando com alguém que não trabalha e se limita a ficar tardes trancafiado em um quarto tocando guitarra. Infelizmente para alguns como os pais de Perola e os meus, músicos são vistos como vagabundos ou alguém que não tem vontade de trabalhar. As vezes penso em como e difícil ver Perola, como e difícil para seus pais deixarem-na em paz por algumas horas, mas então me lembro das novelas e filmes, um amor proibido muitas vezes não acaba em desgraça mas sim em um final feliz, Decididamente este e o final que quero para mim e Perola.




Juliano Furlanetto