Histórias de amor são simples, na verdade nós as complicamos. Assim como complicamos tudo em nossas vidas. A história que contarei é sincera e pura. Uma história de amor, que nos mostra como o tempo age sobre tudo e todos. A única palavra que pode descrever o tempo é: implacável. Histórias de amor, à vista geral são comuns. Porém, cada história tem uma particularidade, uma singularidade, que apenas às pessoas que já viveram ou vivem um grande amor sabem reconhecer.
Ela sempre fora simpática. Ele sempre fora fechado. Conheciam-se superficialmente apenas. Certo dia começaram a conversar. Perceberam que apesar das diferenças, tinham muita coisa em comum. As qualidades que ele mais buscava em alguém ela tinha, e vice e versa. Eu, honestamente não acreditava. Porém hoje acredito que talvez, veja bem, eu digo TALVEZ os opostos realmente se atraiam.
As conversas permaneciam madrugadas adentro todos os dias. Ele preferia falar com ela a sair com seus amigos. Quando se encontravam, o coração batia mais forte, as palavras fugiam de seus lábios, as bochechas coravam. Todos os sintomas estavam se mostrando reais. Aquelas conversas que outrora eram superficiais, a cada dia se aprofundavam mais. Aos poucos eles descobriam estar apaixonados.
Os dias se arrastavam lentamente, e as madrugadas de conversa se esvaiam sem que eles percebessem. Ele queria falar com ela todo o tempo, queria dizer o quanto pensava nela e queria estar com ela. Ela precisava da confirmação de que ele realmente gostava dela, que não era só uma ilusão.
Os encontros passaram a ser freqüentes, a lógica e a precaução deram lugar ao coração. Toda a racionalidade e a lógica do universo, se perdem quando o que está em jogo é o coração. Tudo se torna menos importante. Nada parece ter real significado, sem que aquela pessoa esteja ao seu lado.
O tempo passou. E tudo foi como planejado, eles estavam juntos. Os problemas haviam cessado em suas vidas, tudo era amor e o mundo realmente era bom. A paixão se transformou em amor e o hoje, se tornaria o para sempre. Eles realmente se amavam e apreciavam estar juntos.
O problema foi quando o tempo entrou em cena. Cada um começou a cuidar de seus interesses pessoais. Em momento algum ele deixou de amá-la, e ela jamais deixara de pensar nele. Porém, relaxaram. Ambos os lados foram construindo uma ponte, que cada dia os distanciava mais. Uma ponte imaginária em um mundo real.
O tempo que passavam juntos não era mais o mesmo. A distancia que os separava, não era física e sim sentimental. A distancia física, é simplesmente o espaço separando dois corpos. A distancia sentimental, são dois corpos que se repelem. O tempo é implacável, ele leva tudo o que temos. Aquele que sempre fora um casal feliz, hoje era um casal separado por uma ponte. Cada um em um lado, tentando conversar aos berros. Eles se amavam, nunca deixaram de se amar. O que faltava era alguém dar o primeiro passo para atravessar a ponte.
Novamente, o obvio aconteceu. Eles se deixaram. Ao invés de um passo para aproximação, o que aconteceu foi um passo para direção oposta. O mundo realmente não era justo. O que havia acontecido? Eles tinham perdido seus rumos. Suas vidas eram agora um livro de gravuras. Apenas gravuras, esperando um conteúdo para explicá-las.
Depois de alguns dias, os dois sentiam o mesmo vazio. Um sentia o coração batendo no peito do outro. O tempo não podia tirar isso deles, era injusto. Aquilo era puro, era bonito. O amor em um formato que não é comum nos dias de hoje. O verdadeiro amor. Onde há amor, sempre haverá esperança.
Deram o primeiro passo, o passo sentimental e não físico. A ponte começou a ficar menor. Não precisavam mais gritar para que pudessem se ouvir. Agora conseguiam conversar. Sentiam o hálito um do outro. Já podiam se beijar novamente. A ponte fora deixada para trás. Só restou o amor.
A distancia que nos separa, pode ser a mesma que nos une. Agora com mais intensidade. Essa distancia, consegue nos amadurece em uma semana, o que amadureceríamos em um ano.
Em nossas vidas, na maior parte das vezes precisamos perder para ganhar. Infelizmente algumas perdas são permanentes, outras têm conserto. Somos burros a ponto de ter que perder uma pessoa, para percebermos que nossa vida não é a mesma sem ela. A vida é feita de perdas e ganhos. De guerras e de paz. E principalmente de brigas e reconciliações.
Não esqueça, jamais desista de não desistir. Onde existe amor, existe esperança.
Juliano Furlanetto
quinta-feira, 12 de julho de 2012
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