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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

O Cavaleiro das trevas ressurge

quarta-feira, 8 de agosto de 2012
O Cavaleiro das Trevas Ressurge


Em meio ao caos da “selva” decidi tirar um tempo e ir assistir “Batman – O cavaleiro das trevas ressurge”. Valeu tanto o dinheiro, quanto às 2h e 40 de filme. É demais. O conteúdo do filme é algo a ser analisado. Na verdade, Batman sempre foi meu herói preferido. Afinal de contas, o interessante nessa trilogia, é como o lado humano do super-herói é mostrado. O Batman é um super-herói que não tem super-poderes. Ele é normal, apenas rico, MUITO RICO (o que para alguns deve ser um super poder). E além de não ter super-poderes, ele é movido pelo desejo de vingança. Afinal seus pais morreram em função de seus medos de infância. E é dessa ira que ele utiliza para combater o crime. Uma pessoa triste e movida pela vingança. Um humano normal, com falhas de caráter normal. Assim como eu, você e praticamente todo o mundo.
Em um ato de filantropia, ele leva a culpa por crimes que não cometeu. Além de sofrer pela morte dos pais, sofre por tentar ajudar à todos e não receber o devido reconhecimento. Porém, sendo um ato filantrópico, ele não faz por reconhecimento, apenas por amor a sua cidade. Uma cidade, que neste último filme, mostra como o ser humano pode ser cruel quando os papéis se invertem.
Resumindo, o vilão da história tem em mãos uma bomba nuclear. Ele explode todas as pontes que são a ligação de entrada e saída de Gotham City. Ameaça explodir a bomba a qualquer intervenção do governo ou de qualquer pessoa. Ele diz que a sociedade de Gotham (assim como no Brasil e em todo o mundo), tem os poderes muito mal divididos. Os pobres são inferiorizados e os ricos usufruem muito. Uns demais outros de menos, normal, é o mundo. Então, ele sugere uma inversão de papéis. Os ricos sendo julgados pelos pobres.
O caos está tomado, a prova de que a humanidade é irracional e fraca. Todos reclamam das leis e de quem tem o poder. Quando o poder foi dado a pessoas de classe inferior, o terror veio à tona. Eles próprios poderiam julgar quem iria viver e quem iria morrer.
Novamente digo que é isto que me fascina nos filmes do Batman. Eles mostram o lado humano do super-herói, e a reação de uma sociedade diante do caos. A racionalidade evapora e o instinto animal toma conta. Inicialmente a ditadura os separa em grupos assim como no Nazismo, Fascismo e em qualquer ditadura. A maioria contra a minoria. Mas quando a morte bate a porta, é cada um por si. O ser humano reclama das leis, mas por mais banais que elas sejam, são necessárias. Um mundo sem leis, seria um mundo de caos, que é exatamente o que o filme mostra.
Um povo sem esperança, é um povo morto. E foi no meio dessa desesperança e desse desespero que ressurgiu o herói, que na vida real pode ser interpretado de várias formas. O filme é uma grande metáfora. Da queda ao ressurgimento do herói, das desmotivações e das motivações que moveram o herói. Uma pessoa só desiste, quando não tem mais motivos para viver. Enquanto houver 1% de esperança, ainda haverão chances. E é por isso talvez, que o Batman realmente seja um herói. Apesar de todos os problemas, ele não desistiu.
Uma frase me chamou atenção no filme. É quando Batman diz mais ou menos o seguinte:
- Um homem comum, que coloca um casaco nos ombros de uma criança é um herói. Pois ele mostra para esta criança que o mundo não acabou e ainda existe esperança.
A realidade é que um herói é alguém normal, com problemas e aflições como cada um de nós. Ele não voa, nem solta teias pelas mãos, ele simplesmente doa sua vida para ajudar os outros. Em uma história real, em um mundo real, todos somos heróis de nossa própria história.

Juliano Furlanetto

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