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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A bolha

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
E se seu mundo fosse uma bolha, com um diâmetro de mais ou menos 5 metros, onde ninguém entra e ninguém sai, é apenas você, seu “mundo”, sua solidão e sua visão. E se você pudesse abandonar esse “mundo” e aumentar seu diâmetro para milhões de metros, o que você faria?
Você passou toda a sua vida analisando tudo de dentro, vendo como era tudo lá fora, havia tanta coisa bonita, mas ao mesmo tempo tanta desgraça, o mundo não é mais o mesmo, os cacos e destroços rebatem em sua bolha e você fica feliz por estar ali dentro, em plena tranqüilidade e segurança.
Mas, têm alguns dias onde você vê beijos e abraços, carinho e afeição e a única coisa que lhe resta é buscar abrigo em seus próprios braços, onde solitariamente chora e se sente triste por não ter ninguém habitando seu mundo além de você mesmo.
Seu mundo é sua segurança, você sabe o que acontece ali, sua segurança e certeza é a única coisa que te segura ali, o medo de ir lá fora, explorar e conhecer novos horizontes, te deixa petrificado. O seguro é simplesmente confortável, porém a novidade assusta.
A porta da bolha está aberta, a decisão é sua, sair e ter a chance de realmente ser feliz ou ficar na certeza da eterna segurança?
A bolha é teu coração, o mundo são as possibilidades de amar, não deixe seu coração fechado, não tenha medo de conhecer novos horizontes, pois lá, sempre terá alguém disposto a cuidar do teu coração e partilhar a verdadeira segurança contigo, a segurança de amar e ser amado, pois isso sim é viver.

Juliano Furlanetto

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

O Cão

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Todos os dias quando volto para casa vejo quase sempre o mesmo, coisas banais, cotidianas, rotineiras, o sol se ponto, o amarelo desenhado no vermelho sumindo no gigante horizonte, as folhas caindo, flutuando levemente sobre a brisa do fim de tarde e início de noite, tanta coisa bonita pra ver, e eu me atenho todos os dias ao mesmo detalhe, um cão solitário deitado embaixo de um caminhão.
Um cão, pelo qual passo todos os dias quando volto para casa, independente do transito estar caótico ou calmo, de eu voltar no meu horário ou atrasado, fim de tarde ou noite, não importa, ele está sempre lá, embaixo do mesmo caminhão, com a companhia de dois potes, um de água e um de restos de comida.
Tanta coisa feliz e sempre me atenho e fico pensando nos detalhes tristes, imagino-me no lugar deste cão, e da estupidez de um humano achando que sua única obrigação com o animal é dar comida e bebida, e o fato de ali estar um ser vivo, de ter afeto, de demonstrar carinho e querer dar e receber atenção de um “dono” simplesmente não conta.
Mas o mais interessante é a lealdade e a compaixão que os animais têm conosco, direta ou indiretamente eles sabem que nós que os tiramos da rua, que os alimentamos e mesmo assim as pessoas insistem em pensar que “bicho é bicho”,que eles não entendem, não sentem, apenas são usados para o nosso benefício, por isso digo que os verdadeiros animais somos nós. O que me intriga é que apesar da solidão e do olhar triste, qualquer movimento e o cão se levanta expressando alegria com gestos corporais (afinal essa é a única forma que ele tem de nos fazer entender o que esta sentindo), sem ressentimento algum por passar o dia sozinho esperando embaixo de um caminhão.
Acho que entendo porque me atenho a estas pequenas coisas, são em pequenos gestos de pequenos seres que notamos que apesar de sermos insignificantes, mesmo sem saber algumas vezes fazemos diferença para alguém que nem sabemos existir, mas as nossas atitudes fazem com que esse alguém se espelhe em nós e tente ser alguém melhor.
Alguém já deve estar rindo e pensando, olha o babaca nos comparando com o cachorro, é isso mesmo? Sim, poderíamos todos nos espelhar no exemplo do cão, onde a gratidão é muito maior do que o rancor, a lealdade é maior do que a raiva e seu coração é mais puro do que o meu e o teu. Então, novamente me pergunto, quem realmente são os animais do presente?


Juliano Furlanetto

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

E quem foi o sortudo do dia?

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Vou começar a escrever textos sobre a sorte, ou a falta dela (que até faz mais sentido nestes últimos dias), afinal já escrevi sobre a lei de Murphy e como ela vem se encaixando na minha vida. Sou um pouco cético a respeito de algumas coisas, esse lance de pensar positivo e o universo conspirar a teu favor só existe nos livros "O Segredo" e "A Lei da Atração", pelo menos não se encaixa comigo, não que eu seja o mais otimista, mas as vezes eu tento pensar positivo, mas tudo que consegui até hoje foi por persistência, o universo não me deu o apoio moral.
Troquei de moto, depois de um tempo querendo, uma semana com a moto nova eu cai, tive uma luxação na clavícula, ficarei um mês sem academia e sem futebol, o que parece supérfluo, porém me faz falta, e já faz 15 dias que a moto esta em conserto e NADA AINDA. É isso mesmo, moto na mecânica, e o Brasil seguindo com sua eficiente mão de obra. Estacionei o carro e fui caminhar, muito bem, exercício faz bem para todos,o único problema foi na voltada caminhada, um experiente "cortador de grama" (me refiro a pessoa e não a máquina), juntamente com a grama "cortou" uma pedra, que por coincidência acertou o vidro do meu carro, e quem foi o sortudo do dia?
Mas então o amigo que corta grama foi embora "não deve ter visto nada", e a dona da casa, com a qual fui buscar informações me disse o sobrenome do indivíduo, o que foi de grande ajuda na minha "caça". Resultado, pagarei o vidro e torcerei para a mão de obra brasileira melhorar um pouco, porque assim não esta fácil.
Ps: Vou contar um segredo: hoje dormirei pensando positivo, vá que amanhã quando eu acordar o vidro do meu carro esteja novo em folha. Nunca se sabe, depois eu conto!

Juliano Furlanetto

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Decisões

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
No momento penso em muitas coisas distintas, o problema é pensar em todas essas coisas ao mesmo tempo, a cabeça da um nó, o cérebro não sabe pra que lado ir, o coração não sabe que rumo seguir, o racional em conflito com o sentimental, é pesado para uma madrugada solitária.
Também penso que tenho uma casa, uma cama, uma família, um emprego e reclamo mesmo assim que nem tudo está como eu quero, me sinto sozinho mesmo tendo tudo isso, e quem não tem nada como se sente? Ao final de tudo sou apenas mais uma pessoa egoísta e egocêntrica que reclama de barriga cheia.
Tanta gente no mundo, tanta gente querendo te agradar e você querer apenas uma pessoa é errado? É egoísmo? Tenho minhas dúvidas quanto a isso também. Não que fazer escolhas ou tomar decisões seja algo fácil, mas é algo que deve ser feito, todos os dias você faz escolhas, desde a sua meia até a cor de sua camiseta, apenas não damos valor a estas escolhas que são simples.
Eu fiz minha escolha, tomei minha decisão, decidi que caminho seguir, mas não se segue esse caminho sozinho, entretanto, o importante é tomar a decisão correta e fazer com que ela se torne parte da sua felicidade.
É difícil ser racional quando o sentimento fala mais alto, é difícil controlar o cérebro quando o coração bate mais forte por aquela pessoa. Deixa teu coração bater, ele te da o sinal, porque se o coração parar, tudo para, e se tudo para é sinal de que nada fez sentido.
É tão simples, basta seguir o coração, ele te dará as respostas e te mostrará o que é certo.


Juliano Furlanetto

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Radicalizando...

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Hoje, final da tarde me deparei com uma notícia que me intrigou, fez com que o “tico e teco” começassem a mexer dentro de minha cabeça, mas acho que eles são meio rebeldes porque não consigo ver algumas coisas sem criticar. No jornal a manchete estava como uma “evolução” para a sociedade, mas eu tenho minhas dúvidas.
A matéria mostrava a foto de um presidiário (culpado de homicídio qualificado) que conseguiu liberação para cursar faculdade enquanto está preso. Este é um que mudou, quer qualificar sua educação para sair da cadeia e fazer um projeto social, não sei bem minha opinião quanto a isso.
Radicalizando, se está preso por homicídio tem que cumprir pena assim como todos os outros presos, se quisesse estudar que pensasse nisso antes de matar. Não sei se é certo pensar assim, mas, a sociedade fecha os olhos para o que realmente importa, e abre portas para gente que muitas vezes não vai aproveitar a oportunidade de se redimir, afinal quem não gostaria de sair durante umas 4 ou 5 horas diárias de uma prisão para ir estudar em uma faculdade.
Todos tem direito a uma segunda chance, porém o único que pode tirar a vida de alguém é o mesmo que nos deu a vida e Ele está olhando para nossos atos, o verdadeiro acerto de contas será mais complicado do que convencer um bando de pessoas de que você está mudado e quer contribuir com a sociedade.
E o pensamento que gerei a respeito de tudo isso foi o seguinte: Bandido já é ruim burro, imagina se começarem a ficar inteligentes, é aí que a sociedade vai realmente notar a importância do estudo.


Juliano Furlanetto