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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Eles e elas

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Tudo não passava de um dia comum, apenas mais um encontro casual, nada demais, ele nem botou sua melhor roupa, foi normal, impressionar não era o intuito. Ela estava lá do jeito que ele imaginou; “pensando bem, deveria ter me vestido melhor” pensou ele, mas foi tudo bem, não passou de mais um encontro casual.
Ele reparou em todos os detalhes, sempre fora detalhista, boca, olhos, expressões, pequenos gestos, que lhe encantavam os olhos e deixariam sua mente ocupada durante dias, ela olhava para os cantos sem muito interesse, pareceu não se importar muito com a roupa e nem com ele.
Ele escrevia poesias, ela fazia poesia com seus gestos, ele gostava do amor, ela não queria amar ninguém, e o acaso ocasionou que os dois se encontrassem, tão parecidos, porém tão diferentes, tão juntos e tão separados. Ele tentou algumas adaptações, não pareceu ser o bastante, ele pensava nela, ela talvez não, apenas aquela banal história de amor não correspondido, sempre igual.
Na verdade não existia amor, apenas um fascínio precoce, algo que futuramente poderia ser bonito, ele tentava demonstrar o interesse, ela não cedia, ele tentava ser paciente, mas o tempo realmente não era seu amigo. Acontece que o tempo passava e a vontade também, ele lia livros, ela estudava, ele buscava abrigo nos sonhos, ela na realidade, ele era ranzinza, ela era feliz, ele buscou nela aquela felicidade, que ela não pode dividir.
Os dias e as noites se arrastaram, o contato foi ficando menor, menos interessante, ele falava de livros, ela achava chato, ele fazia brincadeiras, ela não ria, ele tentava com suas últimas frases uma conquista lenta, até perceber, que ela realmente não queria. A aceitação foi lenta, mas de lento já bastava à vida, a monotonia, e os sonhos que não pareciam sair de sua cabeça. Ele andava cabisbaixo, ela andava com seu salto alto, ele tocava violão, ela tocava corações, ele brincava de amar, ela brincava com o amor.
As histórias de “eles e elas” são muitas, muito parecidas, alguns buscam amor, outros buscam casos, alguns querem companhia, outros querem companheiros, o que ninguém quer é viver só, pois sozinho ninguém vive, mas sim vai morrendo aos poucos.


Juliano Furlanetto

1 comentários:

Maryna disse...

Ju na boa, tu escreve mtoo bem...pena q ainda não olhou bem q tem mulheres incriveis bem ao seu lado q queria ser a menina da qual tu busca, mas q tu infelizmente não consegue ver por ter colocado na cabeça q mulheres boas não podem ser nada alem de amigas ou lendas!
Te adoro!
Bjaao