Tinha uma página inteira escrita sobre fases da vida, apaguei tudo, o texto estava ruim mesmo. Vou resumir as fases que temos.
Nascemos, crescemos e morremos, pronto, é isso.
Você nasce sozinho e morre sozinho, no decorrer da vida tenta encontrar alguém pra amenizar essa solidão, o que não consegue encontrar é conforto quando as coisas não vão pelo caminho que tentaste. Então você chora e tenta novamente, como se sua vida fosse um avião e você tivesse que experimentar várias poltronas antes de sentar na correta o problema é que as vezes você nota que a poltrona correta foi aquela que você decidiu trocar e agora a poltrona está ocupada, paciência amigo afinal todo mundo morre sozinho.
Apenas um desabafo em um momento depressivo.
Juliano Furlanetto
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Andróide
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Ano de 1967
Estava longe de casa, realmente longe, uma distância que não pode ser medida em centímetros, metros, kilômetros e nem milhas, talvez anos luz seria a distância correta. Aquilo não era bem uma pesquisa de campo e sim uma falha no trajeto, ele não tinha nem idéia de onde estava e nem de como voltar pra casa, a única coisa que levava era uma mochila nas costas com um lápis de escrever e um papel com pequenos tópicos e anotações.
Apesar de não saber onde estava, o caderno lhe acompanhava e anotações sobre o lugar seriam feitas, algum dia poderiam importar pra alguma coisa em algum futuro distante. Sua terra não era nem de perto parecida com esta, os seres eram diferentes, os meios de transportes não eram tão avançados e nem tão rápidos quanto os da sua terra, tudo era estranho e ao mesmo tempo fascinante.
Notou que os seres eram chamados de pessoas, e o que expressavam eram chamados sentimentos, era algo bonito, que não existia na sua terra, onde a única coisa que importava era construir, aprimorar a tecnologia e conquistar novos lugares. Este era um lugar inexplorado por seus conterrâneos, um lugar diferente de tudo que já havia visto.
O máximo que duraria aqui era um dia, afinal o ar daqui não era o mesmo e jamais conseguiria alimento para suprir sua fome, já notando que o fim estava próximo para ele, resolveu aproveitar suas últimas horas para anotar o que pudesse e deixar seu caderno em algum lugar, para que algum dia suas informações trouxessem algo pra alguém.
Ano 2011
Era um adolescente comum, passando por uma crise existencial também comum naquela idade, não tinha mais nada a fazer então se sentou em um beco onde a única luz que lhe alcançava era a da lua, que mostrava algo entre os tijolos da parede, um pequeno caderno com algumas anotações. Com o caderno na mão, era um caderno velho, mas a curiosidade foi maior, ele folhou, folhou e decidiu parar na última página. O pequeno texto trazia as seguintes estrofes:
Não sei bem onde estou no momento, e nem entendo bem estes seres daqui, estava analisando tudo, afinal estas são as minhas últimas horas aqui. Algo me encantou e decidi passar o que me resta da vida aqui. São dois seres diferentes, um de cabelo curto e traços fortes e um com cabelos compridos e uma delicadeza que nunca tinha visto em minha terra. Não sei bem o que é isso, as mãos entrelaçadas um sorriso nos lábios e um brilho no olhar que nota-se de longe. De onde venho não existe isso, talvez por isso meu fascínio, é algo lindo que deve ser mantido para sempre.
Não sei o nome disso e nem o que quer dizer, mas jamais deixarei meus conterrâneos saberem que este lugar existe, afinal não entendo esse brilho que estes seres tem, mas esta terra não deve ser conquistada jamais, a beleza que existe nestes atos, não devem terminar nunca.
O adolescente releu e pensou, pobre sonhador, falando de amor, hoje em dia isso já é lenda. Porém aquele pequeno texto fez que com seus cabelos arrepiassem e ele sentisse uma pontada no coração. A semente fora plantada, agora o que lhe resta é semear os frutos.
Juliano Furlanetto
Estava longe de casa, realmente longe, uma distância que não pode ser medida em centímetros, metros, kilômetros e nem milhas, talvez anos luz seria a distância correta. Aquilo não era bem uma pesquisa de campo e sim uma falha no trajeto, ele não tinha nem idéia de onde estava e nem de como voltar pra casa, a única coisa que levava era uma mochila nas costas com um lápis de escrever e um papel com pequenos tópicos e anotações.
Apesar de não saber onde estava, o caderno lhe acompanhava e anotações sobre o lugar seriam feitas, algum dia poderiam importar pra alguma coisa em algum futuro distante. Sua terra não era nem de perto parecida com esta, os seres eram diferentes, os meios de transportes não eram tão avançados e nem tão rápidos quanto os da sua terra, tudo era estranho e ao mesmo tempo fascinante.
Notou que os seres eram chamados de pessoas, e o que expressavam eram chamados sentimentos, era algo bonito, que não existia na sua terra, onde a única coisa que importava era construir, aprimorar a tecnologia e conquistar novos lugares. Este era um lugar inexplorado por seus conterrâneos, um lugar diferente de tudo que já havia visto.
O máximo que duraria aqui era um dia, afinal o ar daqui não era o mesmo e jamais conseguiria alimento para suprir sua fome, já notando que o fim estava próximo para ele, resolveu aproveitar suas últimas horas para anotar o que pudesse e deixar seu caderno em algum lugar, para que algum dia suas informações trouxessem algo pra alguém.
Ano 2011
Era um adolescente comum, passando por uma crise existencial também comum naquela idade, não tinha mais nada a fazer então se sentou em um beco onde a única luz que lhe alcançava era a da lua, que mostrava algo entre os tijolos da parede, um pequeno caderno com algumas anotações. Com o caderno na mão, era um caderno velho, mas a curiosidade foi maior, ele folhou, folhou e decidiu parar na última página. O pequeno texto trazia as seguintes estrofes:
Não sei bem onde estou no momento, e nem entendo bem estes seres daqui, estava analisando tudo, afinal estas são as minhas últimas horas aqui. Algo me encantou e decidi passar o que me resta da vida aqui. São dois seres diferentes, um de cabelo curto e traços fortes e um com cabelos compridos e uma delicadeza que nunca tinha visto em minha terra. Não sei bem o que é isso, as mãos entrelaçadas um sorriso nos lábios e um brilho no olhar que nota-se de longe. De onde venho não existe isso, talvez por isso meu fascínio, é algo lindo que deve ser mantido para sempre.
Não sei o nome disso e nem o que quer dizer, mas jamais deixarei meus conterrâneos saberem que este lugar existe, afinal não entendo esse brilho que estes seres tem, mas esta terra não deve ser conquistada jamais, a beleza que existe nestes atos, não devem terminar nunca.
O adolescente releu e pensou, pobre sonhador, falando de amor, hoje em dia isso já é lenda. Porém aquele pequeno texto fez que com seus cabelos arrepiassem e ele sentisse uma pontada no coração. A semente fora plantada, agora o que lhe resta é semear os frutos.
Juliano Furlanetto
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Bloqueado
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Já se passa da meia noite, dia 13 já é 14, e tudo passa rápido demais, inclusive minhas idéias, não sei o que se passa na minha mente, ou está vazia ou está realmente cheia, meu raciocínio anda lento, minhas idéias se esvaindo, não sei, ando num bloqueio que espero ser temporário.
Página em branco pensamento em preto, como um xadrez entre a tela e minha mente, um antônimo entre meu cérebro e meus dedos, sei lá, não da pra entender essas coisas, ou tenho que parar de pensar ou tenho que pensar mais, acho que meu psicológico está entrando no ritmo de férias, e meu cérebro não notou que eu "o mentor" ainda não tirei férias e aqui fora do meu crânio a vida não para.
Talvez o stress do dia ou até mesmo o calor, talvez estar lendo pouco ou até mesmo assistindo filmes demais, ou talvez simplesmente depois de 22 anos estou passando pelo meu primeiro bloqueio e não consigo escrever mais nada que me agrade. Afinal, falar de amor é fácil, difícil mesmo é amar, falar sobre bloqueio é fácil difícil é escrever, levantar todas as manhãs para a rotina é fácil, difícil mesmo é ser feliz vivendo assim.
Espero voltar a escrever em breve, espero que meu blog volte a funcionar também, sei lá, as coisas andam meio confusas, conflitos de sentimento, conflitos de idéia, tô precisando realmente de umas férias, tanto do trabalho quanto da cabeça, queria ter um lugar só meu, juntar minhas coisas e ir pra lá, ficar imaginando que na volta tudo seria diferente e estaria melhor. Algumas vezes a fantasia é melhor que a vida real, o único problema é quando a fantasia não migra da cabeça para o papel e não diverte e nem da esperança pra ninguém.
Juliano Furlanetto
Página em branco pensamento em preto, como um xadrez entre a tela e minha mente, um antônimo entre meu cérebro e meus dedos, sei lá, não da pra entender essas coisas, ou tenho que parar de pensar ou tenho que pensar mais, acho que meu psicológico está entrando no ritmo de férias, e meu cérebro não notou que eu "o mentor" ainda não tirei férias e aqui fora do meu crânio a vida não para.
Talvez o stress do dia ou até mesmo o calor, talvez estar lendo pouco ou até mesmo assistindo filmes demais, ou talvez simplesmente depois de 22 anos estou passando pelo meu primeiro bloqueio e não consigo escrever mais nada que me agrade. Afinal, falar de amor é fácil, difícil mesmo é amar, falar sobre bloqueio é fácil difícil é escrever, levantar todas as manhãs para a rotina é fácil, difícil mesmo é ser feliz vivendo assim.
Espero voltar a escrever em breve, espero que meu blog volte a funcionar também, sei lá, as coisas andam meio confusas, conflitos de sentimento, conflitos de idéia, tô precisando realmente de umas férias, tanto do trabalho quanto da cabeça, queria ter um lugar só meu, juntar minhas coisas e ir pra lá, ficar imaginando que na volta tudo seria diferente e estaria melhor. Algumas vezes a fantasia é melhor que a vida real, o único problema é quando a fantasia não migra da cabeça para o papel e não diverte e nem da esperança pra ninguém.
Juliano Furlanetto
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