Perguntas que passam pela minha cabeça, todo dia, e a cada dia com uma prova mais concreta de que a cultura esta se esvaindo por entre vielas estreitas, passando por entre nossos dedos sem que possamos tomar atitude alguma diante dos fatos inevitáveis que cercam nossas vidas. Eu trabalho com cultura, não sou o mais inteligente, nem mesmo o mais culto, mas me esforço para que a cultura não se perca assim tão facilmente, como vem acontecendo de uns tempos pra cá. Espero que algum dia, quando constituir uma família, meus filhos saibam saborear um bom livro, um bom filme, um bom documentário e uma boa dose de cultura.
Como na nossa cidade eventos culturais grandes são raros, quando acontece ainda precisam-se de furos para chamar mais a atenção, acontecem coisas "ilárias" por aqui, coisas que complementam essa "culura-comédia", sendo que a classificação da cultura esta mais para drama. Sexta-feira, as 21h acontecerá o espetáculo "Homens de Perto", espero poder prestigiar, pois não é sempre que acontecem espetáculos deste porte na nossa cidade, e segundo o flyer que eu recebi, a peça é "ilária", gostaria de saber se o erro foi para dar um certo ar de "comédia" para o flyer, ou poderia ser feita uma promoção, quem descobrir o erro ganha um ingresso. Ainda há tempo.
Infelizmente a cultura se perde e as frases mais ouvidas na boca do povo são algo do tipo:
VAMO FAZÊ FESTA, VAMO FAZÊ FESTA!, ou melhor ainda BEBE CAI E LEVANTA, BEBE CAI E LEVANTA!
É uma cultura interminável. Espero que nossas gerações futuras ainda consigam ver a cultura como algo sério, e não como apenas uma palavra bonita para se escrever em discursos.
Juliano Furlanetto
terça-feira, 25 de novembro de 2008
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
O amanhecer sem Futuro
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Olhava pela janela, não via nada além de um monte de coisas monotonas e sem valor, o sol que nascia de um modo normal, sem grandesa alguma para mim naqueles dias. Foram dias escuros, a nostalgia tomava conta de tudo e todos que me cercavam, tudo parecia ruim, tudo parecia terminantemente chato e sem valor algum perante meu olhar crítico.
O amanhecer demorava para chegar, as vezes, nem mesmo importava se chegaria ou não, pois ja sabia o que me esperava no dia seguinte, meu amanhecer não tinha um futuro, seria a monotonia de sempre, o dia-a-dia escuro (mesmo com o sol brilhando) e a noite que era um breu. Mas algo estava errado, aquilo não podia continuar, a depressão se encarregava de me fazer prisioneiro de mim mesmo, de meus próprios pensamentos.
Quando enfim acordei, desta vez acordei de verdade, pude ver o brilho do sol, sentir o vento em meu rosto, e até mesmo arriscar um sorriso meio torto. Minha fé dizia que o futuro iria ser melhor pra mim, que aquela nostalgia infindável iria enfim pular janela afora e o sol iria substituir essa escuridão que tomara conta durante esse tempo todo.
As pessoas te fazem sorrir, as pessoas te fazem querer ser melhor, as pessoas também te irritam, te deixam magoados, mas o tempo te acalma e quando passa, recolhe essas marcas que ele foi deixando. Não que seja o mais feliz do mundo, mas ja consigo sorrir sem pensar no passado, ja consigo deitar e tentar decifrar um futuro, pois este é o verdadeiro lance do futuro, Não saber o que vai acontecer amanhã.
Muito obrigado a todos que me ajudaram a contornar a escuridão e encontrar novamente a luz.
Juliano Furlanetto
O amanhecer demorava para chegar, as vezes, nem mesmo importava se chegaria ou não, pois ja sabia o que me esperava no dia seguinte, meu amanhecer não tinha um futuro, seria a monotonia de sempre, o dia-a-dia escuro (mesmo com o sol brilhando) e a noite que era um breu. Mas algo estava errado, aquilo não podia continuar, a depressão se encarregava de me fazer prisioneiro de mim mesmo, de meus próprios pensamentos.
Quando enfim acordei, desta vez acordei de verdade, pude ver o brilho do sol, sentir o vento em meu rosto, e até mesmo arriscar um sorriso meio torto. Minha fé dizia que o futuro iria ser melhor pra mim, que aquela nostalgia infindável iria enfim pular janela afora e o sol iria substituir essa escuridão que tomara conta durante esse tempo todo.
As pessoas te fazem sorrir, as pessoas te fazem querer ser melhor, as pessoas também te irritam, te deixam magoados, mas o tempo te acalma e quando passa, recolhe essas marcas que ele foi deixando. Não que seja o mais feliz do mundo, mas ja consigo sorrir sem pensar no passado, ja consigo deitar e tentar decifrar um futuro, pois este é o verdadeiro lance do futuro, Não saber o que vai acontecer amanhã.
Muito obrigado a todos que me ajudaram a contornar a escuridão e encontrar novamente a luz.
Juliano Furlanetto
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Crônicas
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Cuidado Com o Que Deseja!
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Cuidado Com O Que Deseja!
Aquele, sempre fora um homem normal, beirando os 40 anos, classe média, marido fiel e bom pai, poderia ser considerado uma pessoa feliz. O que estragava –o, era sua ambição, seu desejo por mais, mais e mais, o amor de sua família não era o bastante para satisfazer seu ego e sua ambição. Seu salário era humilde, porem, sustentava a casa, não que aquilo fosse a vida dos sonhos, porem era a vida que muitos morreriam para ter. Todos os dias exatamente as 6 horas da manha ele se levantava, e somente as 19 horas voltava para sua família. O tempo que passava com eles não era muito, mas seus filhos, lhe davam toda a felicidade necessária e sua mulher todo o amor que era preciso para seguir.
Quando se deitava ficava imaginando como seria ter mais dinheiro, melhores condições, poderia dar mais luxo e alegria para sua família. E aquele pensamento cada dia se tornava mais forte, a medida que o tempo passava esta ambição se intensificava, era como um martelo batendo em sua cabeça todos os dias de sua vida, e cada dia mais forte.
O dia havia sido cansativo, o trabalho pesado. Dentro do ônibus lotado, o cheiro era forte e o numero de pessoas muito maior do que o veículo poderia receber. Ao lado de seu colega de trabalho, o homem transpirava como se estivesse diante de uma lareira em pleno verão. Seu colega lhe fazia uma proposta, o coração batia mais forte e o suor corria livremente pelo seu corpo, seria essa a tão esperada chance para mudar? Arriscado? Muito, Necessário? Para ele sim, e muito. Sem precisar matutar muito o homem aceitou aquela que poderia ser a chance de mudar de vida. Era sua vida atual pela sua vida dos sonhos, luxos dos quais ele não poderia usufruir na situação em que se encontrava.
Ele prometeu a si mesmo que seria a primeira e ultima vez na sua vida que roubaria, mesmo sendo de alguém corrupto. Foi uma escolha complicada, era sua dignidade trocada por dinheiro, sua educação, seus ideais, estava abrindo mão de tudo pela sua ambição. Com as mãos tremendo o nervosismo, estampado no roso, ligou para a mulher, avisando que chegaria tarde e estava na casa de um amigo. Tudo já estava planejado, o roubo, a fuga, era o golpe de sua vida. Eles assaltariam a própria empresa, na qual o chefe desviava fundos para seu cofre particular. O valor contido no cofre, mesmo dividido entre os dois, era mais que ele havia ganho em toda sua vida.
Seu colega de trabalho era quem limpava a sala do chefe, sabia a senha do cofre e a quantia inserida nele. Com a chave dos fundos desviaram-se da segurança e entraram. Tudo corria bem, o prédio estava na penumbra, ninguém alem deles estava lá. O cofre abriu, o dinheiro já fora colocado em suas mochilas, a única coisa que eles não sabiam, foi descoberta com o som das sirenes que gritavam estridentes do lado de fora do prédio. Um alarme silencioso dentro do cofre era acionado diretamente no departamento de policia, aquele som obsedante das sirenes preenchia seus ouvidos, seus olhos se entrelaçavam em um olhar de medo e decepção, o terror desenhado em seus rostos, era o fim.
Tudo que seu pai havia lhe ensinado fora por água abaixo quando saiu daquele prédio com as mãos nas costas, como um bandido, um meliante qualquer, andando cabisbaixo, de canto de olho pode ver seu chefe sorrindo. Como podia, apenas um erro mudar toda sua vida, seu chefe corrupto passava por vitima e ele, que sempre trabalhou e lutou para conseguir o que tinha, saia com a cabeça baixa e o orgulho ferido.
Dois dias depois, foram soltos sem nenhum motivo aparente, segundo os policias o próprio chefe teria mandado soltá-los. O homem não entendia nada, como alguém tão grande e tão corrupto se importaria com aqueles dois homens insignificantes, algo estava errado, nada era simples assim, tudo tinha um preço, ainda mais se tratando de bandidos do grande escalão. Chegando em casa, ele se ajoelhou e chorou, sua família estava morta, todos assassinados a sangue frio. Como ele pode fazer isso? Sua vida por dinheiro. Ele descobriu que tudo realmente tinha um preço, e o seu erro foi pago com o fim de sua vida, sua inútil vida acabara ali. Acima dos corpos repousava um pedaço de papel que dizia: “Cuidado com o que deseja!”.
As vezes é preciso perder para ver que aquilo que você tem é tudo o que necessita para ser feliz.
Ps: Cuidado com o que deseja!
Juliano Furlanetto.
Texto publicado em Setembro pelo jornal Integracão.
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Contos
terça-feira, 7 de outubro de 2008
A normalidade Assusta
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Bom dia, como estão?
Aqui tudo normal, tirando o domingo político, a vitória de um candidato que não me agradou, mas tudo bem, tudo faz parte.
O que mais me assusta no mundo, nas pessoas, acredito que seja a normalidade, todos são influenciados, todos são induzidos por outras pessoas, que quase nunca pretendem te ajudar. O que me leva a crer que o ser humano esta em um "anti-progresso", assim por se dizer.
Homens levam outros homens a fazerem o mal, os filhos, que deveriam ser o futuro de nosso país, ja nascem com pais ladrões e mentirosos. Mas o que tem de estranho nisso? Afinal isso é normal, o crime o roubo a mentira, essa é a normalidade dos dias de hoje.
Aquele diabinho que fica em seu ombro esquerdo dizendo:
- Vai mente, todo mundo mente mesmo.
- Rouba vai, não vai prejudicar.
- Vamos, todo mundo vai ir.
Esse é o pensamento que o mundo vem aderindo, a normalidade que cerca cada dia de nossas vidas, as idéias iguais, todos virando robôs de uma era digital.
"Evoluir digitalmente e não mentalmente, este é o lema do futuro"
Pode ser que eu venha a aderir esse lema, afinal de contas ja ta todo mundo aderindo.
Juliano Furlanetto
Aqui tudo normal, tirando o domingo político, a vitória de um candidato que não me agradou, mas tudo bem, tudo faz parte.
O que mais me assusta no mundo, nas pessoas, acredito que seja a normalidade, todos são influenciados, todos são induzidos por outras pessoas, que quase nunca pretendem te ajudar. O que me leva a crer que o ser humano esta em um "anti-progresso", assim por se dizer.
Homens levam outros homens a fazerem o mal, os filhos, que deveriam ser o futuro de nosso país, ja nascem com pais ladrões e mentirosos. Mas o que tem de estranho nisso? Afinal isso é normal, o crime o roubo a mentira, essa é a normalidade dos dias de hoje.
Aquele diabinho que fica em seu ombro esquerdo dizendo:
- Vai mente, todo mundo mente mesmo.
- Rouba vai, não vai prejudicar.
- Vamos, todo mundo vai ir.
Esse é o pensamento que o mundo vem aderindo, a normalidade que cerca cada dia de nossas vidas, as idéias iguais, todos virando robôs de uma era digital.
"Evoluir digitalmente e não mentalmente, este é o lema do futuro"
Pode ser que eu venha a aderir esse lema, afinal de contas ja ta todo mundo aderindo.
Juliano Furlanetto
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Críticas
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Start
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Iniciando o blog, sem nada muito interessante pra dizer, hoje estou claramente irritado, devido a todas essas propagandas políticas que nos cercam diariamente. Todos mudam, todos são sinceros, todos são simpáticos, todos são POLITICOS!
E não pensem que eu me refiro a políticos como gente do bem, todos nós sabemos quem são e o que querem, eu não me vendo, nem pretendo.
Troque seu voto por um tanque de gasolina (que não dura 4 anos e sim 4 dias) ou troque seu ideal por dinheiro e seja apenas mais um corrupto no mundo.
4 anos é muito tempo hahahahha
Juliano Furlanetto
E não pensem que eu me refiro a políticos como gente do bem, todos nós sabemos quem são e o que querem, eu não me vendo, nem pretendo.
Troque seu voto por um tanque de gasolina (que não dura 4 anos e sim 4 dias) ou troque seu ideal por dinheiro e seja apenas mais um corrupto no mundo.
4 anos é muito tempo hahahahha
Juliano Furlanetto
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