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terça-feira, 17 de agosto de 2010

Dificuldade

terça-feira, 17 de agosto de 2010
Estou com uma grande dificuldade de escrever, até tive algumas idéias, mas nada de realmente interessante, portanto o blog continuará sem posts até eu ter uma idéia realmente boa que possa preencher a lacuna. Então segue aí um texto antigo que escrevi.


EVOLUCAO MILONGA

As expressões mudam, as gírias aparecem a cada ano. Ano novo gírias novas, e com elas a certeza de um português incerto. Aprender línguas é complicado, mas acredito que o português deve ser um dos idiomas mais “foda” de aprender, se surpreenderam com essa palavra? Nem dêem bola, isso e apenas uma gíria.
O português correto diminui juntamente com os “panos das minas”, alguns já devem estar perguntando o que devem ser os “panos das minas”. Calma que vou traduzir pra vocês, panos significam roupas e minas são meninas. Pois é, então voltando a meu conceito, as roupas das meninas, mulheres, moças e afins estão ficando cada vez menores, e têm algumas que eu até acharia mais correto chamar de “panos” ao invés de roupas.
Pois é, eu sou jovem também, e costumo usar algumas gírias. Não tantas, apenas o necessário, mas parece ser o bastante para embaralhar a cabeça de meus velhos, quer dizer, meus pais. Que além de não tentarem entrar no mundo das gírias se ofendem com o apelido carinhoso de velhos. Hoje em dia não nos referimos mais aos pais, como pai e mãe e sim como meus velhos. É mais fácil e menos complexo, perfeito para o português de hoje.
Outra palavra que eu só ouço de professores é: Entendeu?
A galera substitui o entendeu pelo: Tá Ligado?
Pois é, e assim segue nossa evolução. Com passos pequenos, e como em uma milonga 2 e 1, pena que são dois pra traz e um pra frente. Pra que não sabe o que e milonga, esta e uma dança tradicional gaúcha. Acho que muitos não sabiam o que era uma milonga, as gírias não permitem palavras tão complexas e muito mesmo relembrar um pouco a cultura da nossa terra.
Não que eu seja um gaúcho que anda pilchado na rua, mas costumo manter algumas tradições, o bom e velho chimarrão, gosto de algumas das danças também, mas no ritimo que o Brasil segue daqui alguns anos o único ritimo lembrado acho que vai ser o FUNK, onde a poesia esta resumida em menosprezar as mulheres que dançam, pulam e riem diante destes “elogios”. Esta é nossa evolução.
Vou acabar meu texto agora com uma gíria que acredito fechar corretamente com o que esta acontecendo com nossa tradição e nosso pais: O Brasil é foda!



Juliano Furlaneto