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terça-feira, 25 de novembro de 2008

Cultura, sério, aonde?

terça-feira, 25 de novembro de 2008
Perguntas que passam pela minha cabeça, todo dia, e a cada dia com uma prova mais concreta de que a cultura esta se esvaindo por entre vielas estreitas, passando por entre nossos dedos sem que possamos tomar atitude alguma diante dos fatos inevitáveis que cercam nossas vidas. Eu trabalho com cultura, não sou o mais inteligente, nem mesmo o mais culto, mas me esforço para que a cultura não se perca assim tão facilmente, como vem acontecendo de uns tempos pra cá. Espero que algum dia, quando constituir uma família, meus filhos saibam saborear um bom livro, um bom filme, um bom documentário e uma boa dose de cultura.

Como na nossa cidade eventos culturais grandes são raros, quando acontece ainda precisam-se de furos para chamar mais a atenção, acontecem coisas "ilárias" por aqui, coisas que complementam essa "culura-comédia", sendo que a classificação da cultura esta mais para drama. Sexta-feira, as 21h acontecerá o espetáculo "Homens de Perto", espero poder prestigiar, pois não é sempre que acontecem espetáculos deste porte na nossa cidade, e segundo o flyer que eu recebi, a peça é "ilária", gostaria de saber se o erro foi para dar um certo ar de "comédia" para o flyer, ou poderia ser feita uma promoção, quem descobrir o erro ganha um ingresso. Ainda há tempo.


Infelizmente a cultura se perde e as frases mais ouvidas na boca do povo são algo do tipo:
VAMO FAZÊ FESTA, VAMO FAZÊ FESTA!, ou melhor ainda BEBE CAI E LEVANTA, BEBE CAI E LEVANTA!
É uma cultura interminável. Espero que nossas gerações futuras ainda consigam ver a cultura como algo sério, e não como apenas uma palavra bonita para se escrever em discursos.



Juliano Furlanetto

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

O amanhecer sem Futuro

quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Olhava pela janela, não via nada além de um monte de coisas monotonas e sem valor, o sol que nascia de um modo normal, sem grandesa alguma para mim naqueles dias. Foram dias escuros, a nostalgia tomava conta de tudo e todos que me cercavam, tudo parecia ruim, tudo parecia terminantemente chato e sem valor algum perante meu olhar crítico.
O amanhecer demorava para chegar, as vezes, nem mesmo importava se chegaria ou não, pois ja sabia o que me esperava no dia seguinte, meu amanhecer não tinha um futuro, seria a monotonia de sempre, o dia-a-dia escuro (mesmo com o sol brilhando) e a noite que era um breu. Mas algo estava errado, aquilo não podia continuar, a depressão se encarregava de me fazer prisioneiro de mim mesmo, de meus próprios pensamentos.
Quando enfim acordei, desta vez acordei de verdade, pude ver o brilho do sol, sentir o vento em meu rosto, e até mesmo arriscar um sorriso meio torto. Minha fé dizia que o futuro iria ser melhor pra mim, que aquela nostalgia infindável iria enfim pular janela afora e o sol iria substituir essa escuridão que tomara conta durante esse tempo todo.
As pessoas te fazem sorrir, as pessoas te fazem querer ser melhor, as pessoas também te irritam, te deixam magoados, mas o tempo te acalma e quando passa, recolhe essas marcas que ele foi deixando. Não que seja o mais feliz do mundo, mas ja consigo sorrir sem pensar no passado, ja consigo deitar e tentar decifrar um futuro, pois este é o verdadeiro lance do futuro, Não saber o que vai acontecer amanhã.

Muito obrigado a todos que me ajudaram a contornar a escuridão e encontrar novamente a luz.

Juliano Furlanetto